Olho por olho , e o mundo ficará cego .











Mahatma Gandhi








Saber


Vi _Ver .



Friday, April 20, 2012

Violetas


    Da   minha   aldeia  vejo quando da terra se pode ver
     no Universo . . .
    Por isso a minha aldeia é grande como outra qualquer

    Porque eu sou do tamanho do que vejo
    E não do tamanho da minha altura  . . .
    Nas cidades a vida é mais pequena
    que  aqui na minha casa no cimo deste outeiro.
    Na cidade as grandes casas fecham a vista à chave ,
    escondem o horizonte , empurram nosso olhar para 
     longe  de  todo  o  céu .
    Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos nos podem dar ,
    e tornam-nos pobres porque a única riqueza é ver . 



    Alberto Caeiro  _  O Guardador  de  rebanhos _

11 comments:

Marilu said...

Querida amiga, lindo poema, cada um de nós enxerga o mundo com os olhos do lugar que ama. Beijocas

Mari said...

Lindo poema...

Um ótimo final de semana!!!
Beijos!♥

São said...

Pesoa é sempre interessante.

Abraços, Maria

AC said...

Maria,
É sempre bom (re)ler mestre Caeiro. Obrigado.

Beijo :)

Lilá(s) said...

Gosto imenso deste poema, onde foste arranjar uma foto tão gira?
Bom fim de semana
Bjs

Mariazita said...

Olá, Maria
Pessoa dispensa comentários.
Ama-se, e pronto!
Porque... cada um é do tamanho do que vê, e não do tamanho da sua altura. - Genial!

Feliz Domingo. Beijinhos

Emília Pinto e Hermínia Lopes said...

Como ele tem razão...as aldeias são pequenas, mas ficamos grandes quando lá vivemos; há mais amizade...mais solidariedade...abrimos a porta e todo esses calor humano nos entra pela casa dentro. Aqui onde moro é uma cidade e como diz Caeiro fecham-nos a vista à chave, Ninguém se conhece...ninguém se preocupa com quem mora ao lado.Mas se quisermos sempre podemos alterar as coisas, dando um olá à pessoa que connosco sobe no elevador, perguntando-lhe se precisa de alguma coisa e indicando-lhe o número da nossa porta; tudo são portas numa cidade... Um beijinho e adorei! Obrigada pela partilha
Emília

Nilson Barcelli said...

Excelente escolha poética.
A poesia do Alberto Caeiro também me põe os olhos em bico de tanto talento...
Maria, querida amiga, tem uma boa semana.
Beijo.

Smareis said...

Esse poema é maravilhosos do Alberto Caeiro.
Encantei.
Beijos e ótima semana!

poetaeusou . . . said...

*
Fernando Pessoa,
o menino que queria
ser marinheiro !
,
marujas conchinhas,
,
*

Noslen ed azuos said...

é uma falta de horizonte que esquecemos do amanhecer do dia.

bjs
ns