Olho por olho , e o mundo ficará cego .











Mahatma Gandhi








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Vi _Ver .



Saturday, November 24, 2012

Violetas



















Este homem que entre a multidão
enternece por vezes destacar
é sempre o mesmo aqui ou no japão
a diferença é ele ignorar .

Muitos mortos foram necessários
para formar seus dentes um cabelo
vai movido por pés involuntários
e endoidece ser eu a percebê-lo .

Sentam-no à mesa de um café
num andaime ou sob um pinheiro
tanto faz desde que se esqueça
que é homem à espera que cresça
a árvore que dá dinheiro .


Alimentam-no do ar proibido
de um sonho que não é dele
não tem mais que esse frasco de vidro
para fechar a estrela do norte.


E só o seu corpo abolido
lhe pertence na hora da morte  .




 

Natália  Correia

5 comments:

São said...

Sim, o homem é sempte o mesmo , aqui ou nos antípodas.

O meu reconhecido beijo, com votos de bom fim de semana

O Profeta said...

Tacteei minha sombra caída
Os ramos de uma magnólia cedem ao vento
Ergui num deserto um castelo de raivas
Segui numa distância infinita ladrilhada de mágoas

Já não posso dar-te a mão, cheguei tarde
Entre ruinas procuro o sentido, a razão
Já não canto aos deuses, não rezo
Já esqueci o sabor do desprezo, não desprezo

Tracei um círculo de solidão
Ausente do meu nome está o chamamento
Jazem mudas as folhas de silêncio
Errantes brumas ao sabor do vento

Bom fim de semana


Doce beijo

Nilson Barcelli said...

Todos somos manipulados, na verdade.
Mas não é nada fácil remar contra a maré...
Mais uma excelente escolha poética.
Beijo, querida amiga.

PS: rectifico, és boa em tudo o que fazes e não só "naquilo" dos pensamentos. Ainda não descobri pontos fracos em ti.

Emília Pinto e Hermínia Lopes said...

O homem é sempre o mesmo...a sua essência...as suas atitudes...é que fazem com que se distinga. Aqui, no Japão ou noutra qualquer paragem, homem é sempre um ser humano, racional, sapiens... a quem foi atribuida uma inteligencia diferente da de outros seres vivos. Não é usada muitas vezes como seria desejável dada a sua condição de Homo Sapiens. Esquece-se esse ser que tudo acaba...tido tem um fim e que ao acabar a estrada o destino é igual para todos. Façamos a diferença pelas atitudes e não por outra qualquer mesquinhez. Boa escolha, amiga! Obrigada por me dares a conhecer este belo poema. Fica bem! Um beijinho
Emília

Smareis said...

Encantador esse poema.
Não conhecia a autora. Maravilhosa poeta!

Beijos e ótima semana!