Olho por olho , e o mundo ficará cego .











Mahatma Gandhi








Saber


Vi _Ver .



Saturday, September 22, 2012

Alfazema






















O
velho   abutre   é   sábio   e   alisa   as   suas   penas .
A    podridão   lhe   agrada   e   os   seus   discursos  ,
têm   o   dom   de   tornar   as   almas   mais   pequenas .


Sophia  de  Mello  Breyner

9 comments:

Audrey Andrade said...

Precisamos sempre de um decompositor, mesmo que sua aparência e gosto não nos agrade!

Reflexivo!

Meu carinho!

Andradarte said...

Muito cuidado com eles....
Abundam demais por aí.....
Beijo

São said...

Já escrevi num comentário em um outro espaço sobre o meu receio de que seja de novo a sombra dos abutres a que nos cubra...

Bons sonhos, MAria

Mariazita said...

Olá, Maria
Ainda que os abutres sejam necessários para "limpar" a podridão das estepes, estes que nos sobrevoam deviam ser "abatidos" (não quero dizer mortos...)para deixarem crescer as nossas almas!

Uma linda semana. Beijinhos

Nilson Barcelli said...

As palavras que escolheste da Sophia são do outro mundo...
Mas a foto está magnífica.
Mais um excelente post.
Maria, querida amiga, tem uma boa semana.
Beijo.

Emília Pinto e Hermínia Lopes said...

A podridão é muita...não pára de aumentar; os abutres sobrevoam a sujeira que por todo o lado abunda; saudades de ver outros pássáros..outras aves coloridads sobrevoando o céu azul. Não sei se vou ter essa sorte...por mais que espreite só vejo abutres. Parabéns, Maria, pela partilha deste poema simples, mas actual. Beijinhos
Emília

Lilá(s) said...

Temo que os abutres andem á solta...
Em contrapartida adoro as tuas maravilhosas imagens e escolhas
Bjs

Sonhadora (RosaMaria) said...

Minha querida

Infelizmente estas palavras são adequadas ao momento que vivemos.
Há tantos abutres à solta que não voam, mas nem os ossos deixam.

Um beijinho com carinho
Sonhadora

ALUISIO CAVALCANTE JR said...

Querida amiga

E o pior
é quando
estes abutres
tem pernas no lugar de asas
e nos observam...


Que haja sempre um sonho
a te habitar o entardecer do dia.

Aluísio Cavalcante Jr.