Olho por olho , e o mundo ficará cego .











Mahatma Gandhi








Saber


Vi _Ver .



Friday, June 01, 2012

violetas


















A rectidão  da  água ,
/
o laço , mesmo , das  portas  só
entre

abertas ,  onde  a  luz
silenciosa  se  demora .

São  memórias , decerto , de  um anterior
esquecimento , uma  inocente
fadiga  das  coisas ,

como  os   corpos  calados , abandonados
na  véspera  da guerra , o  teu
jeito  para

o desalinho  branco  das  palavras ,
altas  as
asas  de   nuvens no clarão do céu

em  vão  rigor  abrindo
o  destinado  enigma ...  assim
desconhecer-te  cada  dia  mais

ausente  de  recados  e  colheitas ,
em  assustado  bosque,  em  sombra
clareira ,

ao risco dos rios frívolos descendo
seixos polidos , desinscritos ,
imóveis movendo

a  luz  do  dia ...
a  margem  recortada , aonde  vivem
ausentes  e  seguros , os luminosos
animais  do  inverno .


Assim  são  na  verdade  os  muros claros ,
assim  respira  o  tempo , a  terra intensa.





António Franco Alexandre

6 comments:

Margarida Costa said...

Lindo!
Bom fim de semana, querida!

Mari Rehermann said...

Adorei!!
Tudo aqui é um encanto!

Tenha um final de semana iluminado!
Beijos!♥

Marilu said...

Querida amiga, tenha uma linda e abençoada semana. Beijocas

Lilá(s) said...

Deste-me a conhecer António Franco Alexandre!
Bjs

Sonhadora said...

Minha querida

Um poema maravilhoso...não conhecia este poeta.

Um beijinho com carinho
Sonhadora

C Valente said...

Muito belo
Saudações amigas