Olho por olho , e o mundo ficará cego .











Mahatma Gandhi








Saber


Vi _Ver .



Saturday, April 20, 2013

Alfazemas























Senhor , a noite veio e a alma é vil .
Tanta foi a tormenta e a vontade
!

Restam-nos hoje, no silêncio hostil,
O mar universal e a saudade.

Mas a chama, que a vida em nós criou ,
Se ainda há vida ainda não é finda.
O frio morto em cinzas a ocultou ...

A mão do vento pode ergue-la ainda .

Dá o sopro , a aragem , ou desgraça ou ânsia ,

Com que a chama do esforço se remoça ,
E outra vez conquistaremos a distância ,

Do mar ou outra , mas que seja nossa ! 




Fernando  Pessoa  _ Prece , em  Mensagem  _ 


9 comments:

Andradarte said...

Bonito poema de F.Pessoa.
Bfs
Beijo

Luis Filipe Gomes said...

Parece que a chama do esforço se vem remoçando e se vai remoçar para outro lado, por esse mundo fora.
Os que ficam por cá conquistam a distância dentro de si; como ele Fernando fez. O que é difícil é conquistar para os outros a sua distância, o preço a pagar é sempre elevado. Ele próprio é exemplo disso.

São said...

Pessoa é sempre uma feliz escolha.

Abraço com voto de bom fim de semana.

Lilá(s) said...

Que venha rápido esse sopro...
Bjs

Audrey Andrade said...

Sua escolha foi excelente! Pessoa é tudo de bom!

Meu carinho! :)

Boris Estebitan said...

Un gusto enorme pasar por tu gran blog, saludos y éxitos, te invito de manera cordial a que visites el mío y leas el último poema que publique ahí, se titula “Ciudad Superficial”, es un poema triste pero hermoso al mismo tiempo.

AC said...

Maria,
Um poema que faz todo o sentido.

Beijo :)

Evanir said...

Que nossa amizade continue eterna
e tenham sempre um lugar especial em nossos corações,
e nossa jornada de hoje e de sempre esteja repleta de flores,
paz e amor.
Que DEUS: esteja sempre com sua mão
estendida apontando o caminho correto
por onde devemos prosseguir .
Uma feliz e abençoada semana.
Beijos,Evanir..

Emília Pinto e Hermínia Lopes said...

Quando a noite cai vem a calma, calma que deveria levar-nos ao repouso, mas...o dia foi difícil e o sossego se vai...chega a inquietação, a insegurança sobre o novo dia que começará. Há sempre uma esperança de que tudo seja diferente; é com essa chama que nos aquietamos e quem sabe, o sono e a tranquilidade não chegarão?. Lindo poema. Obrigada pela partilha. Um beijinho e fica bem
Emília